domingo, 17 de julho de 2011

Quem disse que ficar morena é sinal de ir à praia?

Apesar de estarmos em pleno Verão, as temperaturas, por estes dias, não têm estado muito convidativas para uma ida à praia. Como andar de saia ou calções sem collants, conjugado com pernas muito branquinhas, não é o melhor dos cenários, pode recorrer, sem qualquer problema a um autobronzeador, o qual uma vez bem aplicado pode fazer autênticos milagres. A questão para muitas pessoas que usam ou usaram este género de cremes, passa pelas manchas, provocadas por uma deficiente aplicação do produto. Sendo assim, aqui estão os cuidados que deve ter quando pensar em aplicar um autobronzeador:

1º passo - Preparar a pele para a aplicação:

- A pele deve estar limpa e seca, devendo ser esfoliada para que se torne macia e uniforme;
- Assegure-se que a sua pele está bem hidratada nos dias anteriores à aplicação, para que o resultado possa ser o mais uniforme possível.

2º passo - Aplicação do produto:

- Deve começar pelas pernas, com pouco produto e em movimentos circulares. Deve ter especial cuidado na zona dos joelhos, tornozelos, evitando os dedos, a planta e a zona lateral do pé para ter um resultado mais natural.
- De seguida aplicar na parte superior do corpo, tendo especial cuidado nos cotovelos e braços para que a pele não fique muito escura
-Aquando da aplicação no rosto, evitar as sobrancelhas e a linha do cabelo, não esquecendo de aplicar na zona do pescoço, nuca e atrás das orelhas.

3º passo - Após a aplicação do produto:

- Deve lavar bem as mãos - palmas, pulsos, dedos e zonas interdigitais;
- Se algumas áreas ficarem demasiado escuras, pode aclará-las com a utilização de um esfoliante ou de umas gotas de limão;
- Ter atenção que um autobronzeador não protege a pele contra os raios ultravioletas. Por isso é imperativo aplicar sempre um protector solar!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Criopreservação de células especias: perguntas e respostas




O que é Criopreservação?


Criopreservação é a uma técnica que consiste em conservar células estaminais no frio, mantendo a sua viabilidade.


O que são células estaminais?


As células estaminais são nada mais nada menos que células no seu estado mais primário, isto é, células com capacidade de se dividirem indefinidamente e de dar origem a células diferentes (do sistema nervoso, do sangue, do coração e até mesmo da pele). É precisamente esta capacidade de renovação que torna estas células tão especiais para a saúde .


Onde podemos encontrar estas células?


No sangue do cordão umbilical existe uma grande quantidade destas células preciosas com capacidade de regenerar quer sistema imunitário, quer sanguíneo, entre outros. Estas células também podem ser encontradas no estado adulto em alguns tecidos como na medula óssea, no entanto neste caso, apresentam menos quantidade e potencial.


A que se deve o sucesso da criopreservação?


Nos transplantes das células estaminais do sangue do cordão umbilical há menos exigências de compatibilidade que nos transplantes de medula óssea, o que faz com que seja mais provável que possam ser usadas em caso de doença de um irmão ou outro familiar.


Como é feita a colheita?


A colheita é fácil e indolor, e não envolve riscos, nem para a mãe nem para o bebé . É feita à nascença após o corte do cordão umbilical, sendo a pequena quantidade de sangue recolhido transportado do Hospital para o Laboratório. Aí é submetido a análises, para despiste de contaminações, e só depois se inicia o processo de conservação. A qualquer altura as células podem ser recuperadas para uso médico.


Quais as beneficios da criopreservação?


As células estaminais do sangue do cordão umbilical permitem tratar diversos tipos de doenças hemato-oncológicas, imunodeficiências, entre outras. Para além disso, com os avanços da investigação científica, muitas doenças poderão encontrar a sua cura através de um transplante com estas células, como por exemplo diabetes e doenças cardíacas.



Em suma....


A cripreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical é um caminho recente que abre uma janela de esperança ao tratamento de cada vez mais doenças.

domingo, 19 de junho de 2011

O Sol - bom ou mau? # 2

A pele dourada é para muitos, ainda bastante atraente. E quando o Sol brilha noutro hemisfério, ou quando ainda não tivemos tempo de dar um saltinho até à praia, recorrer ao bronze artificial pode ser tentador. No entanto, as técnicas de bronzeamento artificial são polémicas, sendo que os dermatologistas sublinham que estes tratamentos são factores de risco para o envelhecimento cutâneo e mesmo cancro da pele

Os solários são uma fonte de radiação ultravioleta, maioritariamente do tipo A (UVA), a qual contribui para um acelerado envelhecimento cutâneo. Quando penetra na pele, o UV altera as fibras elásticas e colágenas, penalizando a elasticidade e gerando manchas e rugas. 
Muitas pessoas pensam, erradamente, que o facto de não saírem das sessões com a pele vermelha revela a segurança do tratamento. Contudo, isto deve-se à fracção de UVB (radiação responsável pela vermelhidão da pele) ser baixa. Obviamente, isso não é sinónimo de que está tudo bem, até porque a radiação UVA é determinante no envelhecimento cutâneo e risco de cancro de pele.

O que é importante reter é que o solário ilude a curto prazo, por proporcionar um aspecto jovial e saudável, já que o seu uso intensivo só trará problemas e consequências irreparáveis. O solário não prepara a pele para a praia, e o bronze obtido com algumas sessões protege tão pouco com um protector solar de factor 2 ou 3. Por isso, para que tenha um final feliz, todo o cuidado é pouco!

domingo, 22 de maio de 2011

O Sol - bom ou mau? # 1

Agora que o calor parece ter vindo para ficar, vou iniciar uma série de posts que vos ajudarão a ter um Verão sem percalços, e uma pele dourada e saudável. 


O vídeo que vos apresento tem uma mensagem mesmo muito importante. "Querido Eu com 16 anos",  fala de uma das doenças que mais mata em Portugal. É impressionante mas surgem cerca de 10 mil novos casos de cancro da pele, todos os anos. 700 são de melanoma, o tipo de cancro da pele mais grave e, embora não se saiba as suas causas exactas, o facto de se ter pele branca, sofrer queimaduras solares ou estar exposto a grandes radiações UV pode contribuir para tal. Deve-se ter em conta o fototipo da sua pele e consoante isso, ter as precauções necessárias. 

Naturalmente que uma pessoa com uma pele de fototipo I terá de ser bem mais prevenida que uma de fototipo IV, no entanto, isso não significa que se possa brincar com o Sol. É por isso fundamental, que todas as pessoas tenham cuidados redobrados com o Sol, nomeadamente usar sempre protector solar com cobertura de largo espectro, evitar a exposição nas horas de maior calor, usar óculos de sol, chapéu de abas largas e mangas compridas. Vigie os seus sinais, e ao mínimo sintoma, não hesite e procure o seu médico. O cancro da pele pode ser silencioso e mata! Não se esqueça que o nada pode ser muito.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Alergias, a quanto obrigas

Chega a Primavera e com ela, as cores vibrantes, os cheiros intensos e os milhares de pólens pelos ares. Estamos no tempo das alergias, principalmente as do foro respiratório e dermatológico, com espirros, tosse e olhos inchados à mistura. O que acontece é que, uma vez em contacto com o agente agressor (neste caso, os pólens), o organismo activa a libertação de histaminas, resultando em inflamação, comichão, espirros e produção excessiva de muco nasal. Também os olhos ficam irritados, avermelhados e lacrimejando constantemente. Coçar é uma tentação para quem sofre de urticária ou mesmo de angioedema, tal como na imagem. Inchaço dos lábios ou manchas de vários tamanhos, avermelhadas e bem definidas. 

Naturalmente há pessoas mais sensíveis que outras e portanto, sendo impossível evitar o agente causador - nesta altura do ano anda espalhado por todo o lado - deve-se ter algumas precauções:

- Invista em almofadas anti-alérgicas (com cobertura impermeável aos alergenos) e limpe regularmente o colchão;

- Evite carpetes e alcatifas;

- Lave com regularidade os cortinados;

- Use óculos de sol (especialmente em dias de vento);

- Faça pelo menos duas vezes por dia uma limpeza nasal com soro fisiológico, a fim de retirar as partículas agressoras que se acumulam no nariz;

Estes são gestos diários que objectivamente ajudam. Contudo pode ser necessário recorrer a anti-alérgicos orais, que permitem estabilizar a doença. É, por isso aconselhável uma consulta de alergologia, de forma a evitar uma má administração de medicamentos, beneficiando de melhor acompanhamento e usufruindo da última geração de anti-alérgicos.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Incontinência urinária

São muitas as pessoas que sofrem desta doença. Estima-se que a incontinência urinária afecta cerca de 20% da população portuguesa, mais mulheres que homens. Pode ser definida como uma situação patológica que resulta da incapacidade de armazenar e controlar a saída de urina e por isso, os efeitos psicológicos são bastante significativos. O convívio com os familiares, o parceiro sexual e amigos é inibido pelo medo de perda de urina involuntária, o que acaba por limitar a vida do incontinente, que se sente diminuído. Muitas vezes a vergonha e a preocupação em esconder o problema, dificulta a abordagem com o médico, optando pelo uso de fraldas e estratagemas, como o transporte de mudas de roupa. 

Contudo, na última década foram feitas importantes descobertas nesta área e o que dantes podia ser uma cirurgia morosa, hoje são tão simples que quase não implicam internamento. Por outro lado, são necessárias alterações comportamentais que passam pelo controlo da ingestão de líquidos, a exclusão de alimentos excitantes para a bexiga (por exemplo a cafeína), micção temporizada ou micção diferida. 

O seu médico sabe pedir os exames necessários, prescrever terapêuticas ou enviá-lo à consulta da especialidade. Não adie o tratamento, e informe-se o mais rápido possível. 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pés que doem

O Pé de Atleta (assim designado por atingir principalmente os pés, nomeadamente os dos atletas) ou cientificamente conhecido como Tinea Pedis, é uma doença de origem fúngica, provocada por dermatófitos. Estes infectam os tecidos superficiais constituídos por células mortas e queratinizadas, como os da pele e unhas, provocando uma comichão intensa, bem como maceração e descamação da pele, mau cheiro e ardor, podendo mesmo abrir fissuras. É altamente contagioso e por isso, apesar de se iniciar nas zonas interdigitais, pode alastrar-se com enorme facilidade para a planta do pé, para as unhas (onicomicose) bem como para outras partes do corpo, devido ao facto de se coçar. Deve-se, por isso, iniciar rapidamente um tratamento antifúngico local e adoptar hábitos de higiene diários, tais como:

- Lavar os pés diariamente, com água e sabão neutro, insistindo nas zonas interdigitais;
- Secar muito bem. Aconselha-se até o uso do secador para evitar qualquer percentagem de humidade;
- Não partilhar toalhas;
- Usar sempre chinelos em ambientes propícios à disseminação do fungo, como ginásios, piscinas e balneários;
- Usar meias de algodão, as quais são permeáveis, em detrimento das sintéticas;
- Fazer uma alimentação correcta, para consolidar o sistema imunitário. Alimentos ricos em ómega 3, como é o caso dos peixes gordos, são óptimos para a cicatrização da pele.